FOTOGRAFIA DIGITAL - TÉCNICAS AVANÇADAS DE PHOTOSHOP CS2

Jan 9, 2008 | Publisher: nunomatosduarte | Category: Other |  

FOTOGRAFIA DIGITAL TÉCNICAS AVANÇADAS DE PHOTOSHOP CS2 por Nuno de Matos Duarte FOTOGRAFIA DIGITAL Técnicas avançadas de Photoshop CS2 Copyright © 2006 por Nuno de Matos Duarte http://www.nuno-matos-duarte.blogspot.com 2 ÍNDICE INTRODUÇÃO ..................................................................................................................... 5 FASE 1) ANTES DO PHOTOSHOP – ADQUIRIR, ANALISAR E CONVERTER A IMAGEM.............................................................................................................7 1.1 ADQUIRIR A IMAGEM.............................................................................................................................................9 1.2 CONVERSÃO DE RAW PARA TIFF OU PSD USANDO O ADOBE CAMERA RAW.....................................11 1.3 CONFIGURAÇÕES BÁSICAS DO PHOTOSHOP CS2.....................................................................................19 1.4 ABRIR O FICHEIRO DE IMAGEM NO PHOTOSHOP CS2 ..............................................................................21 FASE 2) REENQUADRAR E LIMPAR (CROP AND CLEAN)......................23 2.1 ENQUADRAR (CROP) – crop tool ou alt + c .......................................................................................................24 2.2 DUPLICADO...........................................................................................................................................................24 2.3 LIMPEZA INICIAL DA IMAGEM............................................................................................................................24 2.4 REMOÇÃO DE ELEMENTOS DESNECESSÁRIOS..........................................................................................25 2.5 REMOÇÃO DE RUÍDO CROMÁTICO E LUMINOSO........................................................................................25 FASE 3) AJUSTES TONAIS E MAPA DE IMPRESSÃO..............................27 3.1 CRIAR PONTOS DE MONITORIZAÇÃO DA IMAGEM .....................................................................................27 3.2 AJUSTAR O MAPA DE IMPRESSÃO..................................................................................................................29 3.3 FIXAR O WHITE POINT ........................................................................................................................................30 3.4 FIXAR O BLACK POINT........................................................................................................................................30 3.5 CASO NÃO SE ENCONTRE NEM WHITE POINT NEM BLACK POINT.........................................................31 FASE 4) EQUILÍBRIO DE CORES (WHITE BALANCE) ..............................33 4.1 REMOVER DESVIOS CROMÁTICOS (COLORCASTS) EM ZONAS CLARAS (HIGHLIGHTS) E SOMBRAS (SHADOWS)..................................................................................................................................................33 4.2 REMOVER DESVIOS CROMÁTICOS EM TONS MÉDIOS DE CINZENTO COM O COMANDO CURVES 34 4.3 AJUSTE PRECISO DE CORES (FACULTATIVO) .............................................................................................34 FASE 5) AJUSTES DE CONTRASTE E SATURAÇÃO ...............................37 5.1 AJUSTAR O CONTRASTE...................................................................................................................................37 5.2 AJUSTAR A SATURAÇÃO ...................................................................................................................................38 FASE 6) NITIDEZ DOS CONTORNOS E LIMPEZA .....................................41 6.1 EDGE SHARPEN EM Lab L CHANNEL (APENAS PARA 16-BIT) ...................................................................41 6.2 EDGE SHARPEN A 8-BIT.....................................................................................................................................43 FASE 7) SALVAR E CONVERTER................................................................46 7.1 ESCOLHA DE CRITÉRIOS PARA GRAVAR E CATALOGAR FICHEIROS....................................................46 7.2 CONVERSÃO.........................................................................................................................................................47 FASE 8) CONVERSÃO PARA PRETO E BRANCO.....................................48 8.1 TÉCNICA 1 – CONVERSÃO SIMPLES E DIRECTA..........................................................................................48 8.2 TÉCNICA 2 – CONVERSÃO ATRAVÉS DO CHANNEL MIXER ......................................................................48 8.3 TÉCNICA 3 – CONVERSÃO USANDO DOIS HUE/SATURATION ADJUSMENT LAYERS .........................49 8.4 TÉCNICA 4 – CONVERSÃO USANDO QUATRO ADJUSMENT LAYERS.....................................................51 8.5 TÉCNICA 5 – PLUGINS.........................................................................................................................................53 3 FASE 9) CORRECÇÃO DE CONTRASTE E EXPOSIÇÃO EM ÁREAS ESPECÍFICAS DA IMAGEM ..........................................................................54 9.1 TÉCNICA 1 – BLENDING......................................................................................................................................54 9.2 TÉCNICA 2 – COMANDO SHADOW / HIGHLIGHT...........................................................................................55 9.3 TÉCNICA 3 – CONTRAST MASKING .................................................................................................................56 9.4 TÉCNICA 4 – LUMINOSITY MASKS ...................................................................................................................57 9.5 TÉCNICA 5 – SELECCIONAR UMA ÁREA ESPECÍFICA PARA CORRECÇÃO ...........................................60 9.6 TÉCNICA 6 – RECUPERAR O DETALHE DAS SOMBRAS.............................................................................63 9.7 TÉCNICA 7 – FILTRO DE DENSIDADE NEUTRA COM GRADAÇÃO............................................................64 9.8 TÉCNICA 8 – AUMENTAR O CONTRASTE LOCAL (LOCAL CONTRAST ENHANCEMENT) ....................65 9.9 TÉCNICA 9 – AUMENTAR O CONTRASTE LOCAL COM MÁSCARA DE GRADAÇÃO..............................66 FASE 10) AFINAÇÃO DE DETALHES..........................................................68 10.1 TÉCNICA 1 – DODGING AND BURNING (ESCURECER E CLAREAR) - PROCESSO DIRECTO, NÃO DESTRUTIVO....................................................................................................................................................................68 10.2 TÉCNICA 2 – AUMENTAR OU DIMINUIR A NITIDEZ SEM SELECÇÃO PRÉVIA DE UMA ÁREA...........69 10.3 TÉCNICA 3 – REALÇAR OU TORNAR DISCRETOS DETERMINADOS OBJECTOS................................69 FASE 11) CORRECÇÕES ÓPTICAS ............................................................70 11.1 QUADRO LENS CORRECTION ........................................................................................................................70 FASE 12) RECOMPOSIÇÃO .........................................................................72 12.1 REMOÇÃO DE ELEMENTOS INDESEJADOS – USANDO MISTURA .........................................................72 12.2 REMOÇÃO DE ELEMENTOS INDESEJADOS – SEM MISTURA .................................................................72 FASE 13) REENQUADRAR E REDIMENSIONAR.......................................74 13.1 REENQUADRAMENTO FINAL DA IMAGEM ...................................................................................................74 13.2 REDIMENSIONAR A IMAGEM...........................................................................................................................75 FASE 14) NITIDEZ E LIMPEZA FINAIS ........................................................76 14.1 EXAMINAR A IMAGEM E DEFINIR A NITIDEZ FINAL ADEQUADA À IMPRESSÂO..................................76 14.2 LIMPEZA FINAL...................................................................................................................................................77 FASE 15) PROVA ATRAVÉS DO SOFTWARE............................................80 15.1 SIMULAR O RESULTADO DA IMPRESSÃO NO MONITOR .........................................................................80 FASE 16) IMPRESSÃO DA FOTOGRAFIA ..................................................82 16.1 O QUADRO PRINT WITH PREVIEW ................................................................................................................82 GLOSSÁRIO.......................................................................................................................86 BIBLIOGRAFIA...................................................................................................................92 4 Introdução Este manual destina-se a fotógrafos amadores e profissionais e propõe um método para estabelecer ou organizar o tratamento digital de fotografias em Photoshop CS2. O encadeamento de técnicas proposto visa sobretudo a obtenção de óptimos resultados em impressoras de jacto de tinta, dado que esta técnica alia custos baixos à excelência da qualidade das imagens impressas. Para além destes dois aspectos, a impressora de jacto de tinta permite ao fotógrafo / artista exigente o domínio completo de todo o processo de elaboração da obra. O livro resulta essencialmente da recolha, filtragem e, por vezes, correcção de artigos e dicas dispersos por sites na Internet e ainda de algumas técnicas desenvolvidas pelo próprio autor, adaptando-os à necessidade de definir um método lógico, funcional e optimizado. Apresenta diversas fases sequenciais de trabalho à imagem de um manual de instruções “passo-a- passo”, introduzindo algumas notas que explicam os conceitos em uso. Alguns dos termos usados, nomeadamente aqueles que estão directamente relacionados com as técnicas fotográficas analógicas, não são definidos porque partiu-se do princípio que o leitor já está com eles familiarizado. Outros, por se tratarem de conceitos que surgem com o advento da fotografia digital, remetem-se para um Glossário no final do livro. O livro incide essencialmente sobre o trabalho em Photoshpop CS2 usado em conjunto com o Adobe Camera Raw, referindo brevemente outros plugins, embora sem os aprofundar. Técnica fotográfica “no campo”, organização, catalogação de ficheiros, metadata, calibração de monitores, scanners e impressoras, bem como tipos de papéis, permanência da impressão, etc. constituem temas muito importantes para um método de trabalho eficaz, mas não serão desenvolvidos. Do processo de conversão de ficheiros RAW apresentam-se somente os procedimentos essenciais, isto é, os estritamente necessários à lógica do método global proposto. Semelhante abordagem se adoptou relativamente ao Photoshop CS2, dado que este é um livro sobre tratamento de fotografia e não um livro sobre o Photoshop em si. Muitas das técnicas e sequência de acções apresentadas não são mais do que a aplicação através de software de procedimentos e conceitos que não são estranhos à câmara escura. O leitor constatará que, à medida que for avançando nas fases de trabalho propostas, terá de efectuar mais decisões de carácter subjectivo. Imagens diferentes requerem tratamentos diferentes, autores diferentes procuram resultados artísticos diferentes. Mas o que o leitor não deve esperar deste livro é encontrar nele soluções milagrosas ou espalhafato estético através de efeitos fáceis ou manipulação aleatória. O objectivo destas páginas é sobretudo ajudar o fotógrafo ou o artista a conseguir imagens consistentes que resultem de um projecto estético bem definido. Para finalizar, sugere-se que a leitura seja acompanhada da aplicação directa das técnicas a fotografias digitais “abertas” no Photoshop CS2, pois só desse modo será possível compreender e interiorizar as técnicas de tratamento digital de fotografia. 5 6 Fase 1 ANTES DO PHOTOSHOP – ADQUIRIR, ANALISAR E CONVERTER A IMAGEM Uma ideia que deve estar subjacente ao tratamento digital de fotografia é que, tal como acontece com o tratamento analógico, o ponto de partida é a imagem latente presente no negativo. A aquisição da imagem terá sempre origem numa câmara fotográfica, seja ela digital ou analógica. Ao ser usada uma máquina fotográfica digital o processo torna-se mais rápido pois o “negativo” é extraído directamente do cartão de memória. Se for usada uma máquina fotográfica analógica o processo é mais demorado porque, para além da revelação do filme, seja ele negativo ou positivo, o mesmo terá de ser digitalizado num scanner de filme ou, processo ainda mais demorado, ser ampliado para papel e só então digitalizada a impressão fotográfica num scanner de mesa (processo este que parece não fazer muito sentido). Seja qual for a técnica utilizada o resultado será sempre um ficheiro em estado bruto ao qual se convencionou chamar “negativo digital”, ou em inglês - digital negative (DNG). A organização e catalogação destes negativos DNG, sejam eles JPEG, RAW, TIFF, PSD, etc., devem obedecer a critérios bem definidos que facilitem o processo de procura na estrutura do arquivo pessoal ou profissional de negativos digitais. Com a recente proliferação e desenvolvimento técnico das câmaras fotográficas digitais, o JPEG (Joint Photographic Experts Group) tornou-se o formato de imagem mais comum, devido à sua extraordinária capacidade de comprimir informação que permite ganhos óbvios na poupança de espaço de armazenagem. Mas essa capacidade tem custos, porque associada a ela está a perda de dados que conduz, mesmo em compressão moderada, a uma ligeira degradação da qualidade de imagem. As câmaras digitais, através das diversas opções distribuídas pelos seus menus (níveis de cor, saturação e nitidez, redução de ruído, filtros digitais, etc.), ao converterem a informação captada pelo sensor (CCD, CMOS ou NMOS) para ficheiros JPEG, estão, no fundo, a efectuar processamento de dados, seleccionando que informação transformar, adaptar, reter ou eliminar. É por isso que, para fotógrafos e artistas exigentes, o JPEG não é o formato apropriado para fazer pós processamento de imagem. A quantidade de informação, já de si filtrada, de um JPEG, não permite ajustes consideráveis sem que a imagem se degrade. Deste modo, pode afirmar-se que o JPEG, ao ser transferido da máquina digital para um computador, é um negativo digital já com níveis de pós processamento, embora o fotógrafo, em pormenor, efectue pouco 7 controlo sobre o processo. Por sua vez, as máquinas digitais mais avançadas, sejam compactas ou DSLR, têm a capacidade de guardar a totalidade da informação captada pelo sensor num formato “em bruto”, sem pós processamento. Esta verdadeira imagem latente, o ficheiro com a informação integral ao qual se chamou RAW (cru) e cujo formato varia de fabricante para fabricante, constitui o negativo digital (DNG) por excelência. Como possui maior quantidade de informação permite, relativamente ao JPEG, maior versatilidade e capacidade de decisão sobre o caminho a seguir no tratamento da imagem digital, pois nesse processo os níveis de degradação da imagem são substancialmente menores. Por outro lado, antecipa a intervenção rigorosa do fotógrafo ou do artista ao estado, por assim dizer, virgem da imagem digital. 8 1.1 ADQUIRIR A IMAGEM 1.1.1) Através da câmara digital: Como constatámos no texto introdutório da presente Fase, para impressões artísticas as imagens devem ser salvas para o cartão em formato RAW, através do software interno da câmara. Se pretender um ficheiro para distribuição via Internet, e- mail, ou para visualização rápida, adquira uma máquina fotográfica digital que permita a opção de gravação RAW+JPEG. Mesmo sendo o RAW um formato “em bruto”, há ajustes que devem desde logo ser efectuados na câmara fotográfica digital. O espectro de cor (color space) deverá ser Adobe RGB, se essa opção estiver disponível. O equilíbrio de cor (White Balance) deverá estar correctamente definido na c��mara porque esses valores constituirão o ponto de partida através do qual o software conversor RAW se regerá para futuras correcções. A resolução de captação da imagem deve estar sempre no seu valor mais elevado. O formato JPEG deverá ser usado unicamente para visualização no monitor, web e e-mail. Ao fotografar, seja em RAW ou em JPEG, há que ter todos os cuidados relativos à correcção da exposição pois esta constitui realmente o aspecto fundamental sem o qual todo o método de tratamento subsequente fica comprometido. Para o trabalho de pós tratamento é preferível uma fotografia ligeiramente sub exposta do que sobre exposta, dado que no último caso há zonas consideráveis da imagem sem qualquer informação, impossibilitando a obtenção de uma imagem final equilibrada após a redistribuição dos valores tonais. É muito positivo o hábito de observar e interpretar o histograma no LCD da câmara fotográfica logo após a obtenção da fotografia, porque em caso de erro pode de imediato repeti-la com outros valores de exposição. O histograma consiste num gráfico que representa as quantidades de pixeis que possuem determinado nível de luz. Na base da tabela está uma escala que, da esquerda para a direita, vai do 0 (preto puro) até 255 (branco puro), por vezes com marcações intermédias a 64, 128 (cinzento médio) e 192. Observe-se os seguintes exemplos e respectivas interpretações: „ Histograma de imagem sub exposta: Uma imagem com estas características possui pouca informação nas zonas de sombra e igualmente grave é o facto de ser precisamente nas zonas de sombra que as câmaras fotográficas digitais tendem a criar maior ruído cromático. Ao corrigir a exposição no conversor RAW ou no Photoshop CS2, redistribuindo os valores luminosos ao longo da escala, aumentará também a quantidade de ruído que na imagem final ficará visível também nos tons médios. 9 „ Histograma de imagem com exposição equilibrada: Apesar de termos diminuído um pouco a dinâmica das zonas mais claras, estas serão corrigidas com facilidade no conversor RAW ou no Photoshop CS2, sem deteriorar a qualidade da imagem. Na maioria dos casos este é o tipo de histograma que conduz às imagens mais equilibradas. „ Histograma de imagem aparentemente sobre exposta: Este histograma possui um pequeno “pico” nas zonas mais claras da imagem. Este “pico” pode (ou não) representar um problema, dependendo das condições de luz em que foi efectuada a imagem. Se se constatar que o “pico” corresponde a uma incidência directa de luz muito forte em superfícies reflectoras, brancas ou metálicas, então a fotografia poderá estar equilibrada. Se não for esse o caso, a fotografia estará, em princípio, incorrectamente exposta. 10 „ Histograma de imagem com forte sobre exposição: As zonas mais claras da imagem são irrecuperáveis. “Queimá-las” no Photoshop CS2 não será solução para uma fotografia com um histograma semelhante a este. Trata-se, seguramente, de um “caso perdido”, a não ser que se pretenda uma fotografia muito particular, cujos “princípios estéticos” subjacentes obriguem a uma forte presença de áreas totalmente brancas. „ Em situações muito difíceis, tais como na presença de uma cor muito saturada que domina claramente a imagem, pode ser útil visualizar em simultâneo os histogramas em separado dos três canais de cor (RED, GREEN, BLUE). O histograma dos valores luminosos pode indicar uma exposição correcta mas ocorrer, no entanto, uma acentuada sobre exposição de um dos três canais. 1.1.2) Através de um Scanner de filme positivo ou negativo: A digitalização do filme deverá ser sempre na maior resolução possível (por exemplo 4000 ppi a 48-bit) e na máxima densidade que o scanner puder usar na captura (óptimo software alternativo ao da marca do scanner são, por exemplo, o Siverfast ou o Vuescan). Caso o filme esteja sub exposto ou sobre exposto, poderá corrigir-se a exposição através do software de captura da imagem do scanner. Ao fotografar com filme negativo ou positivo evite também as imagens sobre expostas. Aconselha- se o uso de negativos em detrimento dos filmes positivos, dado que os primeiros conseguem maior amplitude tonal, retendo mais detalhe nas áreas de sombra. Ao usar a importação da imagem a partir de File > Import > Twain Source de dentro do Photoshop CS2, evita-se um passo de conversão de formatos, mantendo-se o decorrer do trabalho sempre dentro do mesmo sistema. Neste caso, em vez do formato TIFF 16-bit pode ser sempre usado o formato PSD (16- bit) que, tal como o anterior, usa compressão sem perdas de informação. Permite também trabalhar sempre com o mesmo espectro de cor (color space) Adobe RGB. 1.2 CONVERSÃO DE RAW PARA TIFF OU PSD USANDO O ADOBE CAMERA RAW 1.2.1) O Adobe Camera Raw, parece constituir já o standard para a conversão deste tipo de ficheiros, embora existam outros softwares de muita qualidade no mercado, tais como o Capture One ou o Raw Shooter, por exemplo. Ao adquirir uma máquina digital com capacidade de gravação de ficheiros RAW, o fabricante fornece também habitualmente um software de conversão. No entanto, abordaremos apenas o Adobe Camera Raw dado que se trata de um plugin gratuito que vem incluído no Photoshop CS2 e que, para além disso, é actualizado regularmente no site da Adobe sempre que saem novos modelos de câmaras com suporte RAW. 11 1.2.2) Uma vez efectuada a transferência dos ficheiros RAW do cartão de memória para uma pasta no disco rígido do computador e concluídas as importantes rotinas de atribuir nomes aos ficheiros que se encaixem na lógica pessoal ou profissional de catalogação e arquivo, abrir o Photoshop CS2 e fazer File > Browse. O Adobe Bridge abre numa nova janela que permite a visualização de ficheiros RAW (e de outros formatos de imagem). Dentro do Adobe Bridge é possível, catalogar, renomear, associar palavras-chave, apagar, rodar as imagens, fazer provas de contacto digitais, etc. Este software, muitas vezes apelidado de “mesa de luz digital”, é também a ferramenta ideal para avaliar a qualidade dos ficheiros RAW ou JPEG quanto aos seguintes aspectos: „ Adequação ao “tema” ou ao projecto artístico; „ Qualidade da composição; „ Correcção da exposição; „ Equilíbrio de cor; „ Seleccionar os ficheiros a manter e os ficheiros a eliminar. 1.2.3) Para abrir um ficheiro em Adobe Camera Raw, selecciona-se dentro do Adobe Bridge o ficheiro com o botão esquerdo do rato e pressiona-se CTRL+R. É, no entanto, aconselhável abrir o conjunto de ficheiros que constitui uma pasta dado que, normalmente, constituem um mesmo corpo de trabalho, muitas vezes fotografado nas mesmas condições de luz. A um conjunto de imagens com características semelhantes pretende-se normalmente aplicar as mesmas correcções. Se for este o caso, pressionar primeiro CTRL+A, seleccionando todos os ficheiros, e 12 só então CTRL+R. Abre-se uma nova janela, desta vez correspondente ao Adobe Camera Raw: Nota: Independentemente do conversor de RAW usado (Adobe Camera Raw, Raw Shooter, Capture One ou o conversor fornecido pelo fabricante da câmara fotográfica), deve ter-se em conta que nem todas as ferramentas que o software em causa fornece devem ser usadas. As correcções a efectuar no conversor RAW são apenas as relativas ao equilíbrio de cor (White Balance) e à exposição. Caso seja necessário eliminar ruído da imagem e o fotógrafo não possua um software ou plugin especializado para o fazer, esse procedimento poderá também ser efectuado no conversor RAW. Sharpening, Contrast Enhancement e Saturation dever��o ser desligados ou ajustados para o valor mais baixo, pois o Photoshop CS2 é uma ferramenta mais habilitada para esse tipo de correcções. Deve ter-se em atenção que a conversão de RAW para outro formato de imagem possível de trabalhar em Photoshop CS2 se trata apenas de um primeiro passo no tratamento global da imagem e que esta não deverá nesta fase aparentar estar acabada. Uma vez terminados os ajustes, a imagem deverá ser convertida para um ficheiro TIFF 16-bit (ou PSD), associando-lhe sempre o espectro de cor (Color Space) Adobe RGB 1998. 1.2.4) Uma vez aberto, o Adobe Camera Raw apresenta-se de origem com as funções de Exposure, Shadows, Brightness e Contrast na opção Auto. Tamb��m nos quadros Detail, Lens, Curve e Calibrate alguns dos valores não são neutros e sugerem já valores de correcção. Embora muitos fotógrafos possam apreciar este aspecto, tomando como ponto de partida os valores sugeridos pelo Adobe Camera Raw, propõe-se em alternativa a visualização em primeiro lugar dos ficheiros em bruto, tal como a câmara fotográfica os captou. Para o fazer basta pressionar CTRL+U, desligando o modo Auto. Pressionando de novo CTRL+U, voltará o modo Auto a ficar activo. A solução definitiva, isto é, a visualização original ser sempre a dos ficheiros em bruto, consiste em ajustar as opções todas para 0 e em seguida pressionar o pequeno triângulo junto da janela de Settings (canto superior direito do ecrã) e escolher a opção Save New Camera Raw Defaults. Depois pressionar DONE no canto inferior direito do ecrã e 13 constatar que também a visualização no Adobe Bridge deixará de estar condicionada às opções de origem do Adobe Camera Raw. Este procedimento terá de ser repetido para cada modelo de câmara fotográfica usada. 1.2.5) Correcção do Equilíbrio de Cor (White Balance): Como vimos anteriormente, deverá estar definido como ponto de partida no Adobe Camera Raw a opção As Shot em White Balance. Não existem critérios rigorosos para definir com precisão o Equilíbrio de Cor adequado a uma imagem. Raramente o objectivo é obter as cores fiéis do objecto fotografado, a não ser quando se pretende reproduzir artigos para um catálogo ou obras de arte, por exemplo. O Equilíbrio de Cor correcto é, por isso, aquele que a sensibilidade ou o “gosto” do autor da fotografia dita. Podem alterar-se os cursores Temperature e Tint, ou abrir as opções de White Balance e escolher como ponto de partida as diversas hipóteses disponíveis: As Shot, Auto, Daylight, Cloudy, Shade, Tungsten, Fluorescent ou Flash. Pode ainda escolher-se a White Balance Tool (Tool Bar no topo do monitor ou pressionar a tecla I) e picar em cima de uma cor que saiba ser puro cinzento. Quando se usa a câmara fotográfica no campo pode fotografar-se um cartão cinzento sob as condições de luz da sessão fotográfica e usar-se essa fotografia para definir com rigor o Equilíbrio de Cor para as restantes, usando o White Balance Tool. Uma vez efectuados os ajustes de White Balance à primeira imagem (e sendo o objectivo aplicar essas mesmas definições a um grupo de imagens) selecciona-se as restantes pressionando SHIFT em simultâneo e escolhendo Synchronize. No quadro que se abre selecciona-se White Balance e OK. 14 Todas as imagens seleccionadas ficarão com as mesmas definições de Equilíbrio de Cor, enquanto as restantes definições se mantêm tal como foram fotografadas. 1.2.6) Correcção de Exposição em Adobe Camera Raw: Exposure, Shadows, Brightness e Contrast devem ser ajustados manualmente monitorizando sempre os resultados no histograma. O segredo para conseguir uma imagem consistente é ser comedido nas correcções efectuadas, retendo os detalhes das sombras e mantendo a imagem ligeiramente suave. Ajustes mais subjectivos serão efectuados posteriormente no Photoshop. As opções de aviso de degradação das sombras e zonas mais claras (Shadows e Highlights) devem estar ligadas. Na imagem a cor azul assinala degradação das sombras e a vermelha das áreas mais claras: 15 Os resultados podem ser monitorizados ainda com mais precisão colocando Color Samplers (amostras de cor) em cima de locais críticos da imagem, através do botão da Color Sampler Tool (localizado na barra de ferramentas horizontal, por cima da imagem) ou pressionando a tecla I. No quadro de Adjust o controlo das variáveis deve ser feita tendo em conta que: „ Exposure – é um cursor que controla o ponto mais claro da imagem, o ponto branco (White Point) que, no entanto, não deverá ser um branco puro (com valores de RGB 255,255,255) a não ser que estejamos na presença de reflexos muito fortes; „ Shadows – controla o ponto preto (Black Point) da imagem; o autor da pode pretender que não haja preto puro na imagem e que a área mais escura não tenha detalhe; caso se pretenda que haja preto puro, o valor do Black Point deve ser normalmente redefinido para o negro mais escuro que a impressora consegue reproduzir. Deverão ser identificadas as áreas mais claras e mais escuras da imagem, colocando em cima dessas áreas Color Samplers, para observar os valores correctos das alterações efectuadas, tendo em conta o que se disse sobre Exposure e Shadows. As áreas mais claras serão aquelas que mais se aproximarem dos valores RGB 255,255,255 e as áreas mais escuras serão aquelas que se aproximarem mais dos valores RGB 0,0,0. Para encontrar o ponto mais claro mover, com o aviso de highlights ligado, o cursor de Exposure para a direita até identificar em que área surgem os primeiros avisos vermelhos de highlights. Colocar nessa área um Color Sampler e recolher de novo o cursor ao zero. Para encontrar o ponto mais escuro mover, com o aviso de shadows ligado, o cursor de Shadows para a direita até identificar em que área surgem os primeiros avisos azuis de shadows. Colocar nessa área um Color Sampler e recolher de novo o cursor ao zero. Identificados os valores numéricos indicados pelos Color Samplers devem comparar-se estes aos valores que a combinação impressora / tipo de papel que irá ser usada consegue 16 efectivamente reproduzir (para encontrar estes valores consultar Fase 3 - capítulo 3.2). A correcção da exposição da imagem deve ser feita para valores sempre dentro das capacidades do sistema de impressão usado. Só após a correcção de Exposure e Shadows se deverá ajustar Brilho (Brightness) e Contraste (Contrast). O cursor de Saturação (Saturation) deverá ser usado com moderação porque no Photoshop CS2 é possível saturar as cores de modo selectivo. Pode ainda ser usada uma curva (seleccionar Curve). Normalmente os melhores resultados conseguem-se com a opção mais moderada, isto é, Medium Contrast: 1.2.7) Organizar as imagens para processamento: O Adobe Camera Raw permite pontuar as imagens de 0 a 5 estrelas. Desse modo pode-se mais tarde, no Adobe Bridge, visualizar apenas as que obtiveram classificações mais altas. Basta passar com o rato pressionando o botão do lado esquerdo sobre os pontos por baixo da imagem na “tira de filme” à esquerda. É também possível marcar imagens para eliminar – selecciona-se na tira de filme a imagem que se pretende eliminar e pressiona-se o caixote do lixo, na barra de ferramentas do topo da interface gráfica. 17 Quando se abandona a sessão pressionando o botão DONE, para além de se confirmar todas as alterações efectuadas às imagens, confirma-se também a eliminação das que para tal foram marcadas. Há ainda a oportunidade de as recuperar dado que são enviadas para o caixote do lixo do sistema operativo. 1.2.8) Aumentar o tamanho da imagem: Se o objectivo é obter uma imagem final consideravelmente maior do que a captada pela máquina digital, é aconselhável fazer um primeiro upzing no Adobe Camera Raw e mais tarde um outro no Photoshop CS2. Escolher o tamanho no quadro de Size. 1.2.9) Eliminar o ruído da imagem (apenas se não estiver disponível um plugin especializado para esta função): Seleccionar o quadro Detail. O cursor de Luminace Smoothing elimina o ruído luminoso e o cursor de Color Noise Reduction elimina o ruído cromático. Deverão ambos ser utilizados de forma comedida e apenas em imagens efectuadas a valores de ISO muito altos (dependendo dos níveis de ruído do modelo da câmara fotográfica). Para observar os efeitos deverá ser efectuado um zoom 100% da imagem, monitorizando visualmente áreas diferentes. Estas ferramentas tendem a degradar os níveis de detalhe e fidelidade de cor da imagem. 1.2.10) Processamento final das imagens: No canto inferior direito dispõem-se quatro botões – SAVE, OPEN, CANCEL e DONE. 18 „ SAVE – É usado para converter a(s) imagem(s) seleccionadas e voltar ao Adobe Camera Raw. Ao ser pressionado, este botão activa um quadro de diálogo no qual o utilizador especifica a pasta de destino da(s) imagem(s), as opções para renomear ficheiros (se assim o desejar) e o tipo de ficheiro da imagem final. „ OPEN – Converte as imagens seleccionadas e abre-as no Photoshop CS2. O Adobe Camera Raw encerra e todos os ajustes serão salvos, inclusive os efectuados a imagens que não foram seleccionadas para serem abertas no Photoshop CS2. „ CANCEL – Encerra o Adobe Camera Raw sem guardar quaisquer ajustes efectuados e sem converter ou abrir qualquer imagem. „ DONE – Salva os ajustes efectuados às imagens mas não as abre nem as converte. 1.3 CONFIGURAÇÕES BÁSICAS DO PHOTOSHOP CS2 1.3.1) Antes de começar a trabalhar em ficheiros no Photoshop CS2 deverá configurar-se o modo como o programa gere as cores. Com Photoshop CS2 em execução selecciona-se: Edit > Color Settings Abre o quadro de diálogo intitulado “Color Settings” que, para utilizadores europeus, deverá estar configurado do seguinte modo: 19 Após a configuração, pode gravar-se este espaço de trabalho no botão SAVE. Depois, pressiona-se OK. Nota: Em caso algum o profile RGB do monitor em uso deverá ser seleccionado como working space. 20 1.4 ABRIR O FICHEIRO DE IMAGEM NO PHOTOSHOP CS2 1.4.1) Caso se opte por capturar a imagem fora do Photoshop CS2 (conversor RAW que não o Adobe Camera Raw ou importação de scanner com o Silverfast, o Vuescan ou outro), após abrir o ficheiro TIFF (e se não tiver efectuado anteriormente esta acção) o mesmo deverá ser convertido para o espectro de cor Adobe RGB 1998: Edit > Convert to Profile e em Destination Space escolher Adobe RGB 1998. 1.4.2) Rodar a imagem para a vertical ou horizontal se necessário (Image > Rotate Canvas). 1.4.3) Ajustar pequenas incorrecções de alinhamento e rotação (horizonte, linhas verticais, etc.), puxando linhas horizontais e/ou verticais das réguas lateral e superior e usando Image > Rotate > Arbitrary, definir ângulo e OK. (Para visualizar as réguas usar View > Rulers). 1.4.4) Analisar o histograma (abrir Histogram na palette do canto superior direito e activar nas opções de “dropdown” menu All Channels View e Show Channels in Color). Verificar se o mesmo corresponde à imagem que idealizámos, sem brilhos (highlights) excessivos ou clipping nas sombras (shadows). Analisar os três canais e detectar os locais onde há excessiva concentração de pixels para cada canal. (Ver ponto 1.1.1 para ajuda na interpretação do histograma). 21 22 Fase 2 REENQUADRAR E LIMPAR (CROP AND CLEAN) As imagens provenientes de scanner de filme apresentam molduras negras quando provenientes de filme positivo e molduras brancas quando provenientes de filmes negativos. Em ambos os casos deverão desde logo ser retiradas pois afectam o histograma e, consequentemente, a sua análise. Caso, por motivos de ordem estética, se opte por colocar uma moldura (molduras negras finas são muitas vezes usadas para “conter” e equilibrar elementos que se destacam numa fotografia) este procedimento deverá ser guardado para o momento imediatamente anterior à impressão. As imagens, quer tenham sido adquiridas através de scanner de filme, quer provenham de máquinas digitais, devem ser sempre inspeccionadas visualmente com o intuito de detectar, no caso do filme riscos, pó e sujidade, no caso das imagens digitais, pontos de sujidade (dust spots) do sensor ou pixeis sem informação (dead pixels). As câmaras DSLR, por possuírem objectivas intermutáveis, têm o sensor mais exposto à contaminação através de pó e humidade, que ficam muitas vezes visível nas imagens. Os sensores deste tipo de máquinas necessitam, por isso, de limpeza periódica. Máquinas digitais e scanners têm propensão para criar ruído cromático em zonas de sombra. As máquinas digitais, quando usam valores ISO iguais ou superiores a 400 tendem também a fazer imagens ditas “ruidosas”, tal como acontece com o filme, embora nas máquinas digitais esse ruído seja também cromático. Existem várias técnicas de Photoshop usadas para eliminar o ruído, como por exemplo, usar o filtro Gaussian Blur com raio apropriado à resolução da imagem no canal BLUE, pois é este o que habitualmente concentra maior ruído (no caso das máquinas digitais compactas). O Photoshop CS2 possui também um filtro específico para eliminar ruído (Filter > Noise > Reduce Noise). Melhor solução será, no entanto, usar um plugin como o Noise Ninja pois é bastante mais eficaz que o Photoshop. Se não possuir um plugin ou software dedicado à resolução deste problema e a sua imagem tiver sido adquirida em formato RAW, deverá eliminar o ruído dentro do conversor RAW (ver ponto 1.2.9). 23 2.1 ENQUADRAR (CROP) – crop tool ou alt + c 2.1.1) O crop inicial destina-se a retirar molduras brancas ou negras (no caso de imagens adquiridas através scanner de filme), pois estas afectam o histograma e, consequentemente, a sua análise. 2.1.2) Caso, por opções de enquadramento, ao rodar sobrem cantos negros ou brancos, estes dever��o ser preenchidos com a Clone Stamp Tool. Nota: O reenquadramento e recomposição da imagem por opção artística poderá ser efectuado nesta fase se a mesma não estiver condicionada à correcção da perspectiva e/ou da distorção côncava ou convexa da lente (barrel e pincushion distortion). Nestes casos esta tarefa deverá ser guardada para uma fase de trabalho posterior (ver Fases 11 e 13). Ao efectuá-las agora, poderá potenciar-se o aparecimento de artefactos indesejáveis na imagem. 2.1.3) Reenquadramento: com a Crop Tool efectuar o reenquadramento pretendido para a imagem. 2.2 DUPLICADO Nota: Há especialistas que sugerem que se faça uma cópia de segurança nesta fase. No entanto, trata-se de um procedimento facultativo que deve ser efectuado apenas se não houver constrangimentos relativos ao espaço disponível no disco duro ou nas unidades de backup utilizadas. 2.2.1) Image > Duplicate e salvar o duplicado de preferência com um nome ligeiramente diferente e em formato TIFF 16-bit sem compressão. 2.3 LIMPEZA INICIAL DA IMAGEM 2.3.1) Fazer zoom 100% (Actual Pixels seleccionando a Zoom Tool e pressionando com o botão do lado direito do rato sobre a imagem). 2.3.2) Escurecer ligeiramente a imagem Image > Adjustment > Brightness/Contrast, trazendo o brilho para -3. 2.3.3) Teclas de atalho para movimentação precisa na imagem: „ TAB: torna visíveis ou invisíveis as Palettes; „ HOME: zoom a 100%; 24 „ PgDn: passa para a parte invisível da imagem imediatamente abaixo; „ PgUp: passa para a parte invisível da imagem imediatamente acima; „ CTRL+PgDn: passa para a parte da imagem imediatamente à direita; „ CTRL+PgUp: passa para a parte da imagem imediatamente à esquerda 2.3.4) Eliminar pontos escuros ou claros (spots) com o Spot Healing Brush Tool em zonas de céu ou manchas de cor uniformes. O pincel deverá ser ligeiramente mais largo que o spot. Em spots ou riscos brancos deverá ser usado o modo Normal. Deverá estar também seleccionada a opção Proximity Match. Em outros tipos de sujidade usar o Clone Stamp Tool nos modos: „ Lighten – para não afectar o grão; „ Normal – para fazer uma cópia exacta. 2.3.5) A caixa Aligned deve estar seleccionada. ALT+Clique selecciona os pixeis que se pretende clonar, fazendo depois clique simples na zona da imagem que se pretende substituir. De notar que, à medida que se vai clicando nos elementos a substituir, a clonagem é sempre feita apartir de pixeis a uma distância referencial igual à escolhida inicialmente. Convém variar essa distância repetindo a recolha de pixeis para evitar efeitos de mosaico. 2.4 REMOÇÃO DE ELEMENTOS DESNECESSÁRIOS 2.4.1) Também com o Spot Healing Brush Tool ou com o Clone Stamp Tool removem-se os elementos que, ou são desnecessários à leitura da imagem, ou que constituem factores de distracção do olhar. 2.4.2) Em caso de engano pode pintar-se a zona onde este ocorreu com o History Brush Tool, recuperando desse modo a área em causa para o estado inicial. 2.4.3) Para eliminar linhas rectas com o Clone Stamp Tool: „ Clicar numa área perpendicular à linha a eliminar com ALT+Clique; „ Clicar numa das extremidades da linha; „ Fazer SHIFT+Clique na extremidade da linha oposta à primeira. 2.5 REMOÇÃO DE RUÍDO CROMÁTICO E LUMINOSO 2.5.1) Qualquer que seja o método usado deverá sempre ter-se em atenção os seguintes aspectos: ao eliminar ruído o software está também a diminuir o nível de detalhe, pelo que se pode optar por fazer máscaras para aplicar a filtragem de ruído a zonas específicas da imagem (ver 9.5.6); aconselham-se valores pouco agressivos, caso contrário a imagem resultará muito suave (admite-se, no entanto, que por motivos estéticos imagens suaves sejam uma opção). 25 Para reduzir ruído no Photoshop CS2: Filter > Noise > Reduce Noise. Ter em conta que os níveis de ruído cromático e luminoso variam de acordo com os seguintes factores: modelo de câmara digital ou scanner, ISO utilizado, tipo de filme. Por isso, à medida que se for conseguindo valores equilibrados para o sistema de câmaras, scanners, filmes, etc. que possui, o utilizador deverá gravar ficheiros que correspondam a bons desempenhos dentro de cada combinação, para os usar mais tarde. Tomar como ponto de partida os seguintes valores de referência: Podem ainda definir-se força (strenght) do filtro por cada canal, escolhendo a opção Advanced e movendo o cursor para a direita para tornar o filtro mais agressivo. 26 Fase 3 AJUSTES TONAIS E MAPA DE IMPRESSÃO Como se disse atrás, correcção de exposição e equilíbrio de cor deverão ser efectuados no conversor RAW. Se a sua imagem tiver origem num ficheiro RAW, provavelmente já efectuou estas correcções e não necessita dos ajustes desenvolvidos nas Fases 3, 4 e 5. Caso o negativo digital seja em formato TIFF ou JPEG provenientes de câmara digital ou scanner, deverão ser usadas as técnicas destas fases. Tal como se referiu relativamente aos ajustes tonais em Adobe Camera Raw, é importante fixar pontos de monitorização da imagem. Estabelece-se deste modo uma estratégia de análise numérica, menos propícia ao erro do que a decisão baseada unicamente na observação directa do ecrã do computador. Quando se avalia a qualidade técnica de uma fotografia a preto e branco, o que normalmente se analisa é a suavidade com que as transições tonais se efectuam, o contraste, as áreas claras, os tons médios, as sombras e ainda os pontos mais escuro e mais claro da imagem. Para imagens a cores pretende-se fazer o mesmo tipo de análise mas, como é óbvio, esse processo torna-se bastante mais complexo. 3.1 CRIAR PONTOS DE MONITORIZAÇÃO DA IMAGEM Nota: Para maior segurança nas decisões a tomar criam-se quatro pontos de monitorização que servirão de referência para corrigir os valores tonais da imagem. 3.1.1) Abrir a Info Palette (Window > Show Info); 3.1.2) Clicar na Color Sampler Tool (Tool Pallete vertical do lado esquerdo, por baixo do eye- dropper) e estabelecer o Sample Size em 3x3 average; 27 3.1.3) Abrir Levels (Image > Adjustments > Levels); com a caixa de preview seleccionada clicar e manter em baixo a tecla ALT enquanto se move o cursor da direita (Input Highlights) para a esquerda até vermos na imagem a primeira área branca significativa (com algum detalhe). Recolher o cursor totalmente à direita e clicar na área identificada visualmente na imagem com a Color Sampler Tool para fixar o ponto Sample#1 na Info Palette. 3.1.4) Repetir a acção anterior mas aplicando-a ao cursor da esquerda, movendo-o para a direita até aparecer na imagem a primeira área escura significativa; clicar nessa área com a Color Sample Tool para fixar o ponto Sample#2 na Info Palette. 3.1.5) Clicar com a Color Sample Tool numa área da imagem cinzenta neutra, de qualquer valor tonal, para estabelecer o ponto Sample#3. 3.1.6) Clicar numa área onde esteja presente a cor dominante da imagem para estabelecer o Sample#4. Exemplo de Info Palette após o estabelecimento dos quatro pontos de monitorização: 28 3.2 AJUSTAR O MAPA DE IMPRESSÃO Nota: Se o objectivo é imprimir as imagens numa impressora de jacto de tinta (ou outras) o Ponto Branco (White Point) e o ponto preto (Black Point) deverão ser ajustados para os valores de luminosidade que a combinação impressora/papel consegue, efectivamente, reproduzir. Para tal imprime-se uma tabela de escalas de cinzento, de modo a determinar-se por observação directa quais os valores limite do sistema de impressão. Procurar na Internet por “Printer Test Ramp”, ou criar a própria tabela de escalas de cinzento no Photoshop CS2, em grayscale, estabelecendo uma quadrícula com valores cromáticos sucessivamente de 255, 254, 253,… até 237 e de 1, 2,3,… até 38, tal como se exemplifica na figura seguinte. 29 3.2.1) Tabela com alguns valores exemplificativos de capacidade de reprodução de tons para diferentes combinações de impressora / tipo de papel, obtidos através da observação da impressão de uma tabela de escalas de cinzento: Impressora / papel White Point Black Point HP 1220 C / HP Premium Plus Glossy 247 14 HP 1220 C / HP Premium Plus Satin-Matt 247 12 HP 1220 C / Océ Photomatte Premium 249 6 HP 7850 / HP Premium Plus Glossy 255 12 HP 7850 / HP Premium Plus Satin-Matt 255 12 HP 7850 / Océ Photomatte Premium 254 8 3.2.2) Image > Adjustments > Levels Duplo clique no Highlight Eyedropper (o da direita) e estabelecer os valores de White Point em RGB (no caso da combinação HP 7850 / HP Premium Plus Glossy será 255,255,255). Duplo clique no Shadow Eyedropper (o da esquerda) e estabelecer os valores de Black Point em RGB (no caso da combinação HP 7850 / HP Premium Plus Glossy será 12,12,12). 3.3 FIXAR O WHITE POINT 3.3.1) Com os Levels abertos procurar o “branco puro”: „ Abrir o canal BLUE e mover o cursor dos Highlights até ao fim do Histograma (sector mais baixo da “pirâmide” do lado direito). Se o valor encontrado for inferior a 244, provavelmente não haverá branco puro e, como tal, não se usa o eyedropper (passar a 3.4 e ignorar o presente procedimento). Se o valor for superior a 244 pressionar o botão de Set White Point Eyedropper (o mais à direita). Percorrer o eyedropper pela área de branco anteriormente identificada (evitando reflexos, brilhos, luzes fortes especulares, etc.) pois interessam zonas brancas mas, ainda assim, com algum detalhe ou textura. Colocar o eyedropper sobre o Sample#1 e clicar para estabelecer o White Point. (Se for necessário move-se o Sample#1 para outra zona premindo SHIFT em simultâneo e só então se fixa o White Point). 3.4 FIXAR O BLACK POINT 3.4.1) Com os Levels abertos procurar o “preto puro”: „ Abrir o canal BLUE e mover o cursor das Shadows até ao início do Histograma (sector mais baixo da “pirâmide” do lado esquerdo). Se o valor encontrado for maior do que 8, 30 provavelmente não haverá preto puro e, como tal, não se usa o eyedropper (passar a 3.5 e ignorar o presente procedimento). Se o valor for inferior a 8 pressionar o botão de Set Black Point Eyedropper (o mais à esquerda). Percorrer o eyedropper pela área de sombras anteriormente identificada (ainda com algum detalhe) para encontrar o ponto ideal. Colocar o eyedropper sobre o Sample#2 e clicar para estabelecer o Black Point. (Se for necessário mover o Sample#2 para outra zona premindo SHIFT em simultâneo e só então se fixa o Black Point). 3.5 CASO NÃO SE ENCONTRE NEM WHITE POINT NEM BLACK POINT „ Em Levels mover individualmente os cursores das pontas de cada canal até encontrarem as extremidades do histograma, mas sem nunca mover o cursor do meio. O mesmo procedimento deverá ser feito caso o estabelecimento do White Point e do Black Point se revelem ineficazes. Veja-se o seguinte exemplo de Levels do canal GREEN com os cursores das extremidades ajustados ao início e fim da “pirâmide”: „ Caso as imagens sejam intencionalmente muito claras ou muito escuras a movimentação dos cursores deverá ser muito ligeira para não afectar a integridade da imagem. Regra geral, os ajustes com o comando Levels deverão ser comedidos, excepto se em fotografias claramente sub expostas ou sobre expostas, pois nesses casos, mais severos, pode interessar expandir a escala dinâmica (dynamic range) da imagem. „ Sempre que se movimenta os cursores em Levels deverá premir-se o botão ALT em simultâneo com o movimento, de modo a detectar o clipping (artefactos com aspecto de ruído que interessa evitar). À medida que se movimentam os cursores com a tecla ALT premida em simultâneo, aparecerá a determinada altura informação ou preta ou da cor do canal. É no ponto imediatamente anterior ao surgimento dessa alteração de cor que deverá ser parado o cursor, fixando os valores. 31 32 Fase 4 EQUILÍBRIO DE CORES (WHITE BALANCE) Os desvios cromáticos (colorcasts) ocorrem quando a luz ambiente tem uma temperatura diferente da do filme. O uso de filtros na máquina fotográfica pode ajudar, embora não os elimine totalmente. O comando Autocolor do Photoshop pode ser experimentado mas normalmente (e como todos os comandos cujo nome se inicia pela palavra Auto) falha, pois cria tantos desvios cromáticos como os que elimina. Chama-se de novo a atenção para o facto de o equilíbrio de cores correcto poder não ser o verificado perante a cena fotografada e que as escolhas relativamente a este aspecto são quase sempre muito subjectivas. 4.1 REMOVER DESVIOS CROMÁTICOS (COLORCASTS) EM ZONAS CLARAS (HIGHLIGHTS) E SOMBRAS (SHADOWS) 4.1.1) Highlights: „ Se os valores de RGB para o ponto de monitorização Sample#1 na Info Palette forem iguais, não existem colorcasts. Se forem diferentes, abrem-se separadamente os canais no comando Levels e corrigem-se para o valor mais elevado. Supondo que: „ R: 253 „ G: 253 „ B: 254 „ RED e GREEN deverão ser ajustados para o valor 254. 4.1.2) Shadows: „ Se os valores de RGB para o ponto de monitorização Sample#2 na Info Palette forem iguais, não existem colorcasts. Se forem diferentes, abrem-se separadamente os canais no comando Levels e corrigem-se para o valor mais baixo. Supondo que: „ R: 10 „ G: 8 „ B: 12 „ RED e BLUE deverão ser ajustados para o valor 8. 33 4.2 REMOVER DESVIOS CROMÁTICOS EM TONS MÉDIOS DE CINZENTO COM O COMANDO CURVES 4.2.1) O ponto de monitorização Sample#3 deverá estar num tom que o autor da imagem saiba ser cinzento puro (true gray), condição que em determinadas imagens poderá não existir. Supondo que na Info Palette os valores para o Sample#3 são: „ R: 81 „ G: 83 „ B: 92 4.2.2) Tomar como referência o valor intermédio, isto é, 83. Em Image > Adjustments > Curves, abrir o canal RED, marcar o ponto intermédio da linha que define a curva e movê-la para cima até o valor RED do Sample#3 na Info Palette atingir 83. Fazer o mesmo para o canal BLUE, até se atingir o valor 83. 4.3 AJUSTE PRECISO DE CORES (FACULTATIVO) Nota: Se as operações anteriores não conduzirem aos resultados esperados (o que, com rigor, só poderá ser avaliado com um monitor bem calibrado) é possível corrigir selectivamente um canal específico ou uma determinada escala de cores. Para esta tarefa o comando Curves é bastante mais flexível que o comando Levels. 4.3.1) Image > Adjustments > Curves ou, em alternativa, o mais aconselhado Layer > New Adjustment Layer > Curves, pois permite efectuar correcções posteriormente, bem como a diminuição da intensidade do efeito alterando a Opacity do Layer. 4.3.2) Escolher o canal de cor que se pretende modificar (RED, GREEN ou BLUE) 4.3.3) Clicar com o rato dentro da grelha premindo ALT em simultâneo, alterando a grelha para uma quadrícula de 10x10. 4.3.4) Clicar em cada uma das nove intersecções do gráfico para “ancorar” a curva: 34 4.3.5) Percorrer com o eydropper a imagem até à zona que se pretende alterar com o botão do rato premido. Fazer CTRL+clique para fixar um ponto. Remover as duas âncoras mais próximas deste ponto, clicando nelas e arrastando-as para fora do quadro. Mover cuidadosamente o ponto criado para cima e para baixo até se obter o efeito pretendido. Ao usar esta técnica devem ter-se em atenção os seguintes aspectos: „ Este procedimento é ainda mais subjectivo do que as técnicas anteriormente abordadas. „ Alterar a configuração da curva, movendo um ponto para cima e para a esquerda, adiciona RED, GREEN ou BLUE. „ Alterar a configuração da curva, movendo um ponto para baixo e para a direita, adiciona CYAN, MAGENTA ou YELLOW. O aspecto de uma curva usando esta técnica poderá ser, por exemplo, o seguinte: 35 36 Fase 5 AJUSTES DE CONTRASTE E SATURAÇÃO O Photoshop possui um comando directo para ajustar o brilho e o contraste (Image > Adjustments > Brightness/Contrast). É, no entanto, consensual entre os entendidos que o uso do comando Curves para este fim, conduz a resultados melhores. Quando se usa uma curva em S para aumentar o contraste, ocorre também um ligeiro aumento da saturação que, por vezes, é suficiente, nomeadamente quando se fotografa com lentes de muita qualidade ou filmes que potenciam a saturação tais como o Velvia da Fuji, por exemplo. 5.1 AJUSTAR O CONTRASTE 5.1.1) Com o comando Curves aberto (ou um Curves Adjustment Layer) fazer ALT+clique dentro do quadro para mudar a grelha para 4x4. Em channel escolher RGB. 5.1.2) Na imagem fazer CTRL+clique na área a clarear e CTRL+clique na área a escurecer, definindo dois pontos de ancoragem na curva. 5.1.3) Para aumentar o contraste mover o ponto superior para cima e para a esquerda e o ponto inferior para baixo e para a direita (o inverso diminuirá o contraste). Definire-se uma curva em S: 5.1.4) Verificação importante: ainda com o comando curves activo fazer CTRL+clique na área mais clara da imagem e reduzir o contraste caso o seu output seja superior a 244. Fazer 37 CTRL+clique na área mais escura da imagem e reduzir o contraste caso o seu output seja inferior a 12. 5.1.5) Alternativa à técnica anterior: ancorar três pontos nas intersecções da curva; move-se o ponto superior para cima e para a esquerda e o ponto inferior para baixo e para a direita (o inverso diminuirá o contraste). Define-se uma curva em S: 5.1.6) Monitorizar os resultados para evitar preto e branco puros, tal como na técnica anterior. 5.2 AJUSTAR A SATURAÇÃO Nota: Os filmes rápidos e a maioria dos scanners reduzem a saturação das imagens e, como tal, deve restaurar-se a profundidade de cor original. É necessário algum cuidado na execução desta tarefa pois a ultra saturação das imagens, embora prenda o olhar e seja cativante pelo seu imediatismo, normalmente conduz a resultados exagerados e, por isso, inaceitáveis. 5.2.1) Image > Adjustments > Hue/Saturation ou, em alternativa, o mais aconselhado Layers > New Adjusment Layer > Hue/Saturation. 5.2.2) Seleccionar Master para alterar a saturação global (valores entre +10 e +20 normalmente são suficientes). 5.2.3) Se o objectivo é corrigir a saturação de uma cor específica: „ escolher o canal a modificar (RED, GREEN ou BLUE); 38 „ seleccionar uma cor com o eyedropper e mover os cursores de cor; „ o cursor de Lightness normalmente não deve ser usado mas, ao ser usado deverá ser sempre com ajustes mínimos; „ o preview deve estar sempre activo para controlar visualmente os excessos; 39 40 Fase 6 NITIDEZ DOS CONTORNOS E LIMPEZA Este procedimento serve para avivar a nitidez dos contornos dos objectos presentes na fotografia. Corresponde a um primeiro incremento de nitidez (sharpen) que será complementado mais à frente com um incremento de nitidez final, com características diferentes consoante as especificidades de cada imagem. Os procedimentos desta fase não se devem aplicar nos seguintes casos: - Se o sharpen tiver sido efectuado no conversor RAW (o que se desaconselha); - Se ao fotografar em TIFF ou JPEG estiver activa na câmara fotográfica a opção de sharpen; - Se ao adquirir a imagem através de scanner este tiver activa a opção de sharpen. Os valores a estabelecer variam de imagem para imagem pois há muitos factores que concorrem para estabelecer os níveis de nitidez (qualidade das lentes, abertura de diafragma usada, uso de tripé, qualidade do CCD / CMOS da câmara, etc.). Trabalhando a 16-bit o sharpening será menos destrutivo usando o modo Lab, dado que no canal L não serão criados desvios cromáticos. Não se deve converter a imagem para o modo Lab quando se trabalha a 8-bit. 6.1 EDGE SHARPEN EM Lab L CHANNEL (APENAS PARA 16-BIT) 6.1.1) Edit > Color Settings; activar Advanced Mode e nas Conversion Options desactivar Use Dither. 6.1.2) Image > Mode > Lab Color 6.1.3) Image > Duplicate, chamar “Edge Mask” ao duplicado do ficheiro e convertê-lo para 8-bit (Image > Mode > 8 Bits/Channel). 6.1.4) Trabalhar agora no duplicado do ficheiro a 8-bit. 6.1.5) Activar o canal Lightness (o que apresenta maior contraste). 6.1.6) Isolar os contornos com Filters > Stylize > Find Edges. 41 6.1.7) Filter > Noise > Median; valor de radius = 2, para delinear os contornos. 6.1.8) Filter > Other > Maximum; valor de radius = 4, para tornar os contornos mais densos. 6.1.9) Filter > Blur > Gaussian Blur; valor de radius = 4 para suavizar os contornos. 6.1.10) Image > Adjustments > Levels; aumentar o contraste até ao ponto imediatamente anterior ao aparecimento de “artefactos”, movendo o cursor da esquerda para a direita e o cursor da direita para a esquerda. O ponto de equilíbrio deverá estabelecer-se tendo em conta que às zonas brancas não será aplicado incremento de nitidez e que este incremento será maior nas zonas mais escuras. Pode, inclusivamente, apagar-se zonas da imagem aos quais não se pretende aplicar nitidez com a Eraser Tool. Este é o passo fundamental desta técnica, requerendo alguma experimentação até se atingirem os resultados pretendidos. 6.1.11) Image > Adjustments > Invert (ou CTRL+i). 6.1.12) CTRL+clique sobre o canal Lightness na palette de Channels. 6.1.13) Select > Save Selection, escrevendo “Edge Mask” em name. 6.1.14) Colocar o ficheiro original activo (imagem original a 16-bit), clicando simplesmente na sua “janela”. Trabalhar agora sobre o ficheiro original. 6.1.15) Layer > New Layer; chamar-lhe “Sharpen Edges”. 6.1.16) Layer > Merge Visible + ALT (soltando o botão do lado esquerdo do rato sobre Merge Visible enquanto se prime a tecla ALT). 6.1.17) Selection > Load Selection seleccionando “Edge Mask” em Document e em Chanel . 6.1.18) Facultativo: desligar o tracejado que define a selecção com CTRL+H. 6.1.19) Filter > Sharpen > Unsharp Mask, usando os seguintes valores (preview deve estar activo): „ Amount: 100 a 150 „ Radius: 1,0 a 1,5 „ Threshold: 0 a 1 „ O valor de Amount deve ser o último a ser introduzido e o valor compreendido entre 100 e 150 escolhido deve conduzir a um incremento de nitidez visível mas moderado. 6.1.20) Pode diminuir-se o valor de Opacity do layer “Sharpen Edges” quando se pretende diminuir a intensidade do efeito. 6.1.21) Layer > Flatten Image 6.1.22) Select > Deselect (ou CTRL+D). 6.1.23) Image > Mode > RGB 6.1.24) Edit > Color Settings e nas Conversion Options activar Use Dither. 42 6.1.25) Fechar o ficheiro “Edge Mask” sem o salvar. 6.2 EDGE SHARPEN A 8-BIT 6.2.1) Efectuar a técnica anterior, ignorando os passos 6.1.1), 6.1.2), 6.1.3), 6.1.4) e 6.2.14). Em 6.1.5 escolhemos dos canais RGB aquele que apresentar maior contraste. 43 Nota: A IMPORTÂNCIA DE RECORRER À PALETTE ACTIONS (ACÇÕES): Para técnicas e tarefas complexas como as expostas nesta fase, aconselha-se vivamente o uso das Actions. As Actions permitem gravar sequências complexas de comandos, poupando-se muito tempo pois basta executá-las apenas uma vez, usando mais tarde a sequência gravada em outras imagens através de um simples pressionar de botão. Para criar Actions personalizadas seguir o seguinte exemplo aplicado à técnica de Edge Sharpen a 16-bit desenvolvida em 6.1: - Activar o separador Actions na Palette History / Actions. - Pressionar a tecla no canto superior direito da Palette e escolher New Set. Em Name escrever, por exemplo, “As Minhas Actions”. É neste Set que o utilizador guardará as Actions por si criadas. - Pressionar novamente a seta do canto superior direito e escolher New Action. Em Name escrever “EDGESHARPEN16BIT_PARTE_1” e em Set escolher “As Minhas Actions”. Pressionar Record. - Efectuar os procedimentos de 6.1.1) a 6.1.9) e pressionar Stop Recording. - Efectuar “à mão” o passo 6.1.10) que terá de ser sempre feito manualmente pois a decisão quanto à quantidade de contraste que influenciará os contornos da imagem aos quais se pretende aumentar a nitidez varia consoante a imagem. - Pressionar a seta do canto superior direito e escolher New Action. Em Name escrever “EDGESHARPEN16BIT_PARTE_2” e em Set escolher “As Minhas Actions”. Pressionar Record. - Efectuar os procedimentos de 6.1.11) a 6.1.18) e pressionar Stop Recording. - Efectuar “à mão” o passo 6.1.19) e 6.1.20). - Pressionar a seta do canto superior direito e escolher New Action. Em Name escrever “EDGESHARPEN16BIT_PARTE_3” e em Set escolher “As Minhas Actions”. Pressionar Record. - Efectuar os procedimentos de 6.1.21) a 6.1.24) e pressionar Stop Recording. Para utilizar sequencialmente as três Actions criadas em outras imagens, seleccionar a Action “EDGESHARPEN16BIT_PARTE_1” e pressionar Play Selection. Efectuar o passo 6.1.11). Seleccionar a Action “EDGESHARPEN16BIT_PARTE_2” e pressionar Play Selection. Efectuar o passo 6.1.17). Finalmente, seleccionar a Action “EDGESHARPEN16BIT_PARTE_3” e pressionar Play Selection. É mais aconselhável criar as próprias Actions do que fazer o download da Internet de Actions criadas por terceiros. Por um lado, esta opção permite uma gestão das Actions adequada ao método de trabalho pessoal, sem cair na dispersão provocada pela experiência avulsa de técnicas aparatosas, mas sem utilidade prática; por outro, ao executar as próprias Actions, o utilizador exercita os conhecimentos adquiridos e ajusta- os às peculiaridades do tipo de imagens que costuma criar. 44 45 Fase 7 SALVAR E CONVERTER A imagem, nesta fase, deverá estar mui

FOTOGRAFIA DIGITAL por Nuno de Matos Duarte.pdf

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Nuno de Matos Duarte lives in Lisbon, Portugal. Nuno graduated in Architecture from FAUP (Faculdade de Arquitectura, University of Oporto) in 1996. He' s also a visual artist using painting, drawing and photography as media to his work.

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